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Gerenciamento de Riscos

GERENCIAMENTO DE RISCOS


A Estrutura de Gerenciamento de Riscos adotada pelo Novo Banco Continental S.A. - Banco Múltiplo está alinhada às políticas internas e às regulamentações dos órgãos de supervisão ao qual o Banco está submetido. Esta estrutura é constituída por área segregada de gestão de risco operacional, mercado, liquidez, crédito e gerenciamento de capital.


Risco Operacional:


Na definição da estrutura de gerenciamento de Risco Operacional adotada pelo Novo Banco Continental S.A. em conformidade com a resolução 3.380/2006 do Bacen, destacamos:


Para o Novo Banco Continental o risco operacional é o risco de perdas decorrentes de falhas humanas,  processos,   sistemas e  eventos externos, incluindo o risco legal associado a estas falhas.


A gestão do risco operacional surgiu da necessidade de redução das perdas nas Instituições Financeiras, resultando assim na alocação de capital conforme previsto no Acordo de Basiléia III, para mitigação dessas perdas.


O Banco adota a metodologia de autoavaliação – CSA (Control Self Assessment) - que é o processo de identificação, registro e avaliação dos riscos potenciais e dos seus respectivos controles, que possibilita a classificação dos riscos que exigem prioridade e maior atenção.


Tendo em vista os negócios e sua estrutura operacional,  o gestor de cada área denominado Gestor de Controle, faz  em conjunto com a área de Controles Internos e Gestão de Riscos,   a identificação de possíveis fatores de riscos e perdas oriundas de falhas associadas ao risco operacional. 


O registro destas falhas é de responsabilidade do Gestor de Controle e é realizado em relatório  semestral de autoavaliação, consolidado pela Área de Controles Internos e Riscos. 


Esta metodologia permite que os diversos riscos associados às atividades desenvolvidas pela instituição, sejam devidamente identificados, administrados e mitigados, principalmente por meio de reuniões e a utilização dos relatórios dos gestores de controle.


São responsabilidades da Diretoria: promover a cultura de gestão de risco na instituição, revisar e aprovar  anualmente as políticas de risco operacional e plano de continuidade de negócios.


Risco de Mercado


Alinhados às orientações do Banco Central do Brasil, resolução 3.464/2007, e aos preceitos do Comitê de Basiléia, o Novo Banco Continental constituiu área de riscos segregada para o gerenciamento de Riscos de Mercado de acordo com a natureza de suas operações e complexidade de seus produtos.


O risco de mercado relaciona-se às perdas que podem ocorrer em uma determinada posição de ativos e passivos financeiros, em função de flutuação nas taxas de juros, ações, commodities e câmbio.


O objetivo do gerenciamento do risco de mercado é reduzir as possibilidades de perdas do Banco, minimizando o potencial de quebra dessa instituição e de crises nos sistemas financeiros. Para isso, o gerenciamento é realizado através do processo de identificação, avaliação, monitoramento e controle dos potenciais riscos identificados e limites de exposição estabelecidos. 


Metodologias adotadas pelo Novo Banco Continental para mensuração do risco de mercado:


- VaR (value at risk): é o valor que representa a maior perda possível, em condições normais de mercado de um portfólio dentro do intervalo de confiança de 99% num dado horizonte de tempo;


Testes de estresse (stress-test): realização de simulações de condições extremas de mercado de forma a assegurar as políticas e estratégias adotadas pelo Banco;


- Rban (parcela de risco da carteira Banking): Capital para cobertura do risco das exposições sujeitas à variação de taxas de juros das operações não classificadas na carteira de negociação;


- Para apuração do capital que deve fazer frente ao risco são utilizados o PR (patrimônio de referência) e o Patrimônio de Referência Mínimo requerido para o RWA (PRM rwa) que deve ser sempre inferior ao PR. O Patrimônio de Referência Mínimo requerido para o RWA é composto pelo somatório das parcelas: 


PRM rwa = (RWAcpad + RWAmpad + RWAopad) * 0,11


RWAcpad: total do risco de ativos ponderados para exposições ao risco de crédito sujeitas ao cálculo do requerimento de capital mediante abordagem padronizada. 


RWAmpad: corresponde ao total do risco de ativos ponderados para risco de mercado - abordagem padronizada. 


RWAopad*: correspondente às exposições, ao risco operacional, sujeitas ao cálculo do requerimento de capital mediante abordagem padronizada.


*A parcela de capital destinado ao risco operacional (RWAopad) é calculada com base na metodologia da Abordagem do Indicador Básico (AIB), seguindo a Circular  3.640/2013 do Banco Central do Brasil.


O valor da margem ou insuficiência para o limite de compatibilização do PR com o  PRMrwa é dada pela seguinte fórmula:


M/I = PR – PRMrwa – Rban


Atribuições do gerenciamento de risco de mercado:


- Disponibilizar ferramentas, indicadores e relatórios para a Diretoria acompanhar e monitorar os riscos aos quais o Banco está sujeito;


 - Acompanhamento das políticas visando à manutenção e à atualização dos níveis de risco adotados; 


 - Manter uma relação aceitável entre ativos e passivos indexados na mesma moeda e por prazos compatíveis;


- Garantir que a carteira seja classificada (como trading ou banking) de acordo com as políticas e estratégias estabelecidas pela Diretoria;


- Acompanhar o fluxo de caixa, com horizonte temporal mínimo de 90 dias, segmentado por modalidade de operações;


 - Realizar simulações de condições extremas de mercado (stress testing);


- Identificar possíveis riscos relacionados a novos produtos ou atividades para adequá-los aos procedimentos e políticas que regem a estrutura de risco;


Sistema de mensuração:


Para mensuração e processamento das informações pertinentes à área de Gestão de Riscos são utilizados softwares de empresas consolidadas e bem conceituadas no mercado, além de ferramenta de validação desenvolvida internamente pela área de TI.


Processo de comunicação e informação de riscos:


Diariamente é calculada a exposição cambial e de taxa de juros do Banco e informada ao gerente da área. Mensalmente, ou quando solicitado pela Diretoria, relatórios são reportados ao Gerente de Riscos para acompanhamento do risco de mercado e seus limites. Detectada exposição que exceda algum limite estabelecido pelas políticas do Banco, o Gerente de Riscos comunica à Diretoria imediatamente para que esta tome as ações corretivas.


Risco de Liquidez


A estrutura do Novo Banco Continental foi desenvolvida com  o objetivo de promover ações e estratégias que possam estabelecer limites operacionais e de procedimentos destinados a manter a exposição dos riscos de liquidez em patamares aceitáveis pela instituição, em conformidade com a Res. 4.090/2012, do Banco Central do Brasil.


O conceito de risco de liquidez compreende os seguintes critérios:


 - A possibilidade do banco não cumprir com seus compromissos esperados e aqueles que não são esperados;


- Ocorrência de desequilíbrios entre ativos negociáveis e passivos exigíveis (descasamentos entre pagamentos e recebimentos) que possam afetar a capacidade de pagamento da instituição, levando-se em consideração as diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações.


São responsabilidades pertinentes a esta área: 


 - Identificar, avaliar, monitorar  e controlar o nível de exposição ao risco de liquidez em diferentes horizontes de tempo;


- avaliar e atualizar o plano de contingência de liquidez.


 Para a boa gestão e mensuração do risco de liquidez são utilizadas ferramentas como fluxo de caixa, indicador de liquidez diário, teste de estresse, entre outros.


Risco de Crédito


Em conformidade com a Resolução 3.721/2009 do Banco Central do Brasil, risco de crédito é definido como: “a possibilidade de ocorrência de perdas associadas ao não cumprimento pelo tomador ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, à desvalorização de contrato de crédito decorrente da deterioração na classificação de
risco do tomador, à redução de ganhos ou remunerações, às vantagens
concedidas na renegociação e aos custos de recuperação”.


O risco de crédito está associado a dois fatores:


- Risco de Inadimplência, que é a probabilidade da contraparte tornar-se inadimplente, ou a combinação da probabilidade de inadimplência com a perda dada à inadimplência; e


- Risco de Mercado, que está associada às alterações no valor de mercado da carteira de crédito da IF, também definida como exposição no momento da inadimplência.


Alinhado às orientações do Banco Central do Brasil, o Novo Banco Continental S.A estruturou área de riscos segregada, para o gerenciamento de Riscos de Crédito de acordo com a natureza de suas operações e complexidade de seus produtos com os  seguintes objetivos:  


 - Controlar os riscos associados às operações de crédito; aplicar mitigadores a estes riscos; e garantir a integridade dos ativos de crédito;


- Não ser a única assistência creditícia na Pessoa Jurídica ou Grupo Econômico;


- Seguir as diretrizes estabelecidas no Plano de Negócios em relação aos mercados- alvo do Banco e à concentração de ramo de atividade dos clientes por região geográfica;


- Monitorar e avaliar os níveis de concentração por cliente, ramo de atividade, rating, região geográfica, atrasos;


- Manter controle dos limites estabelecidos através de relatórios periódicos reportados à Diretoria.




A política do Novo Banco Continental, com relação aos instrumentos mitigadores de risco de crédito, segue os seguintes critérios:


- Estar em conformidade com  a  Circular  3.644/2013;


- Não realizar operações baseadas apenas na existência de instrumentos mitigadores;


- O instrumento mitigador não deve estar sob-responsabilidade da instituição ligada com a qual sejam elaboradas demonstrações financeiras;


- O risco de crédito do mitigador não pode ter correlação positiva relevante com o risco de crédito da exposição;


- Monitorar e controlar os instrumentos mitigadores a fim de garantir a integridade  da exposição a que se vincula;




Garantias:


As garantias vinculadas às operações do Banco são monitoradas durante todo o período em que há exposição de crédito. Observando-se, no caso de títulos: seu fluxo de substituição quando do seu vencimento, sua liquidez, concentração por sacado, qualidade dos sacados, autenticidade dos títulos, a não existência de impedimento legal para que a garantia seja efetivada, data de vencimento, etc.